segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A quem interessa o mandato do deputado JHC?



Há tempos não escrevo no meu blog, mas hoje fiz questão de reativá-lo após a fala da Desembargadora Elizabeth Carvalho. Em sua fala a Des. citou os blogueiros do nosso estado afirmando que eles deveriam ser mais cuidadosos e eu concordo com ela. Por isso terei todo cuidado nesse meu post.
Em 2010, Alagoas sofreu junto com os desabrigados das chuvas, um ano depois de todo esse sofrimento, conheci o deputado JHC. Ele chegou ao nosso grupo de uma forma tímida e com o interesse de ajudar aquelas pessoas atingidas pelas chuvas. Logo demos início ao #UmAnoEnchentesAL.
O deputado JHC nos mostrou a realidade de quem perdeu tudo na enchente. Nós (um grupo de blogueiros), fomos a vários acampamentos e vimos a realidade. Cobramos do governo uma posição para aquela condição miserável.
Tempos depois o deputado JHC surpreende ao denunciar a GDE, que até hoje não se tem notícia. Mais uma vez, a sociedade enxerga nele uma vontade de mudar.
Mas, Laíse, finalmente o que você quer dizer? Quero dizer que vi, com esses olhos que a terra há de comer, a vontade de mudar Alagoas nos olhos do deputado JHC. Vi nos projetos dele, a bandeira da mudança, da inovação, da força de vontade. Vi no JHC a coragem de peitar muitos políticos, que há tempos MANDAM em Alagoas. Também vi políticos desligarem os microfones do deputado JHC para não ouvir o que ele tinha a falar. Vi muita gente querendo tirar essa pedra (deputado JHC) do sapato.
Então eu pergunto, há quem interessa o mandato do Deputado JHC? Quem está nesse momento sorrindo e comemorando? Eu respondo, a população é que não é! O povo perde com a saída do deputado JHC, o povo deixa de ter um parlamentar exemplar que tem no seu íntimo a vontade da mudança.
Desculpem-me se fui emotiva demais, nunca deixei de ser em meus textos, há quem critique. Mas, eu não poderia deixar de expressar o meu mais restrito apoio ao meu amigo, deputado que me representa, que representa Alagoas, João Henrique Holanda Caldas.
Esse texto não é de derrota, é um texto de aclamação para que a população enxergue o que acontece diante dos olhos dela.  Eu proponho aqui a continuação do movimento #EstamoscomJHC, pois esse julgamento não acaba aqui, iremos para Brasília!


domingo, 5 de agosto de 2012

Estão Todos Bem


Aqui estou eu às 02h00 com os olhos inchados de tanto chorar. O motivo? O filme “Estão todos bem”. Definitivamente, o filme mais lindo que já vi em toda minha vida e, de longe, o que mais me fez chorar e refletir.

O filme mostra a vida de um homem, que perdeu sua esposa e tem quatro filhos que moram em cidades diferentes. Os filhos não visitam o pai e por isso ele decide fazer uma surpresa aos filhos. Ele encontra três, dos quatro filhos e uma frase que todos dizem a ele é: “Queria passar mais tempo com você pai, eu juro, mas...”.
Esse filme me fez pensar no meu pai e no meu avô, na verdade, pensei muito mais no meu avô. Nem sempre estamos com ele, mesmo sabendo que ele estará lá na casa dele sozinho, pois minha avó morreu há anos. Nem sempre estamos com ele porque as atividades do dia-a-dia nem sempre nos permite, ou será por omissão? Foi isso que o filme me fez pensar.

Percebi o quanto é duro passar uma vida convivendo com uma família e do nada, como em um passe de mágica, se encontrar sozinho. Por mais duro, mais rude que a pessoa seja, ninguém deveria ficar sozinho. Eu entendi que nunca, nunca quero dizer a frase: “Queria passar mais tempo com você pai/vô, eu juro, mas...”.

Eu agradeço todos os dias a Deus por ter deixado meu avô viver comigo os momentos mais importantes da minha vida, por eu ter sentido alegria ao ouvir ele me falar: “obrigado”, quando entreguei uma cópia do meu diploma; por eu poder mostrar a ele como se divide conta com 4 algarismos ou como se escreve a palavra cômodo. Ter meu avô ao meu lado é uma benção de Deus.
Assistam o filme, ele é divinamente lindo e muito emocionante.

sábado, 12 de maio de 2012

Foi no dia 12 de junho de 1990


Meu pai é engenheiro do Estado e minha mãe engravidou bem no período em que ele vivia nas cidades de interior e só estava em casa nos finais de semana. Claro que isso não afetou a minha gestação em absolutamente nada, mas é apenas para contar a história do meu nascimento.
Era o dia 12 de junho de 1990, uma terça-feira, minha mãe estava em casa e meu pai estava se preparando para viajar novamente, quando a bolsa estourou! Imagino a aflição do meu pai, do jeito que ele é calmo!
Nervoso, tenso e preocupado, ele correu da Serraria até o Hospital, não lembro o nome, mas fica próximo ao Centro (eu acho). Eu nasci às 9h00, pelas mãos do Dr. Ângelo, nasci com seis dedos em cada mão, por conta de uma anomalia genética chamada de Polidactilia (herdei do meu pai).
Mesmo sem celular na época, em pouco tempo todos já tinham me visto, minha tia Jô, minha avó Jucedy, meu avô Zeca, meu tio Bel, meus lindos, queridos e amados padrinhos, meus avós paternos, tios...enfim, todos já sabiam de mim!
A primeira coisa que meu pai falou ao me ver foi: “Linda minha filha, vai ser engenheira”. Ele errou feio na previsão de ser engenheira (o linda ele acertou).
Meu batizado também foi cômico, meu pai enrolou minha mãe e chamou meus padrinhos primeiro, fui batizada do jeito que ele queria. Por conta disso, eu tive 2 padrinhos e 1 madrinha, que amo muito e agradeço a Deus por ter tido eles na minha vida.
Meu pai continuou viajando, a final a comida tinha que entrar em casa, agora mais que antes. Minha mãe foi amparada e acolhida por meus avós maternos e paternos, além dos meus padrinhos, dos vizinhos mais queridos, como Tia Geane, Tia Gracinha, Tia Reize, Tia Jô. Eu cresci, dei trabalho, muito trabalho. Tive de tudo e mais um pouco, boa escola, boa saúde, boa educação, bom balé (que saudade do balé que odiava fazer).
Nesse período minha vó Jucedy ficou muito doente minha mãe, como filha, segurou toda a barra de ver a mãe dela amputar uma perna e perder o movimento de um dos braços. E ainda tinha eu, pequena e uma casa e marido para cuidar. Esse foi um momento da vida dela que ela fala pouco, por isso não sei muito.
Meu irmão nasceu em 1 de setembro de 1995 e adivinhem onde meu pai estava? Hehe, painho estava no interior e o Tio Bigode (o taxista da rua) fez minha mãe esquecer as dores do parto, dirigindo como um louco até o hospital! 1995 foi ano complicado em Alagoas, o Estado passava meses sem pagar o salário e meus pais viveram o que eles chamam de “fase mais difícil da vida”. Dois filhos, uma casa, nenhum dinheiro. Mas, meus avós, paternos e maternos, tinham as chamadas “vendas”, eram como mercadinhos pequenos, que tinham de tudo, tudo mesmo. Foi assim que a gente sobreviveu a essa fase.
Minha mãe conta que minha avó Marinita ia levar a feira, que meu avô Moreira ia ver como estávamos, que meu avô Zeca levava a feira também e que minha avó Jucedy, que tenho lembranças tão doces, também cuidava de nós também.
Tudo passou, meu irmão e eu crescemos, eu me formei, ele fará vestibular ano que vem. Construímos a nossa casa tão sonhada, conquistamos juntos muitas coisas, passamos juntos por muitos problemas e sempre, sempre tive a imagem de minha mãe segurando toda a nossa família.
Eu conheço a história da minha vida por fotos, fotos que cuidadosamente minha mãe preparou, guardou e sempre me contou tudo sobre elas. Eu revivo cada momento, mesmo sem lembrar de alguns, toda vez que vejo as fotos que minha mãe guardou.
Nesse dia das mães, assim como em todos os outros, eu quero dizer que eu amo você com todas as minhas forças. Que tudo que conquistei na minha vida foi por toda força que você me deu, por todas as broncas que você me deu e me dá. Eu agradeço por sempre por você ter segurado a barra de tudo na nossa família e por ter deixado de lado seus sonhos e objetivos pessoais para cuidar de nós.


Eu te amo mãe! Feliz dia das mães.
PS:. Sim, eu guardei os álbuns na caixa sem bagunça!